terça-feira, 29 de março de 2011

Cinco mil, são cinco mil…!

Talvez este desabafo venha fora de tempo, tendo em conta o tempo passado, dos factos acontecidos. Mas a tempo de sucessos futuros de natureza distinta, ou não!
O Sr. Berlosconi quase foi crucificado pela imprensa e pelos opositores políticos, por ter “emprestado” cinco mil euros a uma jovem de dezasseis anos.
A minha pergunta é! Qual dos homens heterossexuais, sexualmente activos e com possibilidades económicas, não “emprestaria” de boa vontade a mesma quantia, ou mais até, a uma jovem de 16 anos como aquela? Estou mesmo disposto a retirar o qualificativo, “ como aquela”.
E outra pergunta! Qual a jovem de 16 anos não aceitaria cinco mil euros “emprestados” em condições idênticas?
Aposto pleno contra singelo, que se colocasse um anúncio, num qualquer jornal, em que emprestaria cinco mil euros a toda a jovem de dezasseis anos em idênticas condições, teria no mesmo dia uma fila à minha porta, igual à fila para as audições dos Ídolos. Algumas até iriam por imposição dos próprios pais. Obviamente que aquelas que possuem esse valor ou mais não apareceriam. A jovem em causa, se os tivesse, ou tivesse outra forma mais fácil de os conseguir, também não os “aceitaria” do Sr. Berlosconi!
Uma locutora de uma rádio Espanhola descobriu e divulgou uma lista de gastos do Sr. Berlosconi, em gravatas, jantares e prendas a mulheres. No final disse: “quiem me presenta este hombre, me encantaria conocerlo”.
Quem critica e condena o Sr. Berlosconi, só pode estar motivado pelo despeito (elas) e pela inveja (eles).
É bom que se tenha em conta, que este Sr., antes de ser um político e um governante, é um homem de carne e osso como qualquer outro, e que se a sociedade onde TODOS pertencemos fosse isenta de culpa, não existiria tanta jovem na berma da estrada e tanto prostíbulo.

CEM SOLUÇÃO

    A atitude dos partidos da oposição e que deu origem à queda do governo, é uma hipocrisia, uma fantochada, um crime e também uma grande burrice. E o povinho é semelhante a um rebanho de ovelhas tresmalhadas, um recreio de meninos mimados, pobres pedintes, bando de preguiçosos ou jovens imaturos, que reivindicam liberdade e emancipação, mas que à menor dificuldade acodem à saia da mamã por ajuda, incapazes de por si só de ultrapassar a mais pequena dificuldade ou adversidade. E muito menos as grandes.
   Afinal o que é que o próximo governo, seja lá a cor dele que com ou sem maioria vai fazer, para além de afinar pelo diapasão, que os países mais fortes da CEE lhe fazerem soar ao ouvido? NADA. Serão tão bonecos de trapos como foi o Sócrates. Hipócritas, porque vão ter fazer exactamente o mesmo. Fantochada, porque o que os move é a possibilidade satisfazer os seus interesses pessoais. Crime, porque se vai gastar dinheiro que não existe e que vamos todos pagar a juros altíssimos, para os políticos andarem a passear e a pavonearem-se como pavões inférteis, em época de acasalamento.
   Se o povinho não fosse como descrito, votaria em massa nas eleições e em BRANCO. Mostraria que é participativo, democraticamente adulto, mas sem opções credíveis. Mimados porque só sabem queixarem-se em vez de pôr mãos à obra. Pedintes porque passam a vida de mão estendida ao governo, mesmo sabendo que este, para dar tem de tirar, e tira aos que pedem! Preguiçosos e imaturos porque acreditam ou esperam, que um bando de políticos faça alguma coisa por eles, em vez de se unirem em projectos, trabalharem por um objectivo comum, ultrapassar as dificuldades com imaginação, criatividade, sacrifício e sentido comunitário.
   A solução para o problema de Portugal não está nem na cor do governo nem na capacidade dos governantes, ele não criam empregos, não criam riqueza, gastam-na. A solução está no povo, na sua capacidade de criar, de produzir, de inventar. Ter ideias, planificar, programar, projectar e unir as capacidades individuais num objectivo colectivo, sujar as mãos e suar!