sábado, 3 de abril de 2010

Guerra das classes

Quando se ouve ou se lê o descursso dos sindicatos em geral, fica-se com a ideia que existem dois grupos antagónicos inimigos! Os trabalhadores por conta de outrem por um lado e os patrões por outro.
Os sindicatos fazem o possível e o impossível para pintar os patrões como individuos sem moral nem qualquer tipo de valor humano, que vêm os trabalhadores ao seu serviço como escravos a ser explorados até a vida se lhes extinguir e ainda ficarem agradecidos pela oportunidade de os deixarem servir-lhes. E pintam os trabalhadores por conta de outem, como coitadinhos inocentes, criancinhas que se tem de pegar pela mão para atravessar uma rua, incapazes de gerir as suas próprias vidas, vitimas dos tiranos senhores Feudais, exploradores e sádicos, que se regozijam de prazer com o sofrimento da plebe!!
Eu não alinho com sindicatos, também por esta atitude, entre outras coisas.
Nem os patrões nem os trabahadores são como os pintam. Da classe patronal, na sua maioria, fazem parte pessoas que, como na classe trabalhadora quando nasceram, fizeram-no nus. O que possam ter ou não, é da exclusiva responsabilidade de como cada um enfrentou o mundo que o esperava, uma sociedade que propociona a todos a a mesma espécie de díficuldades e obstáculos. E isso vê-se dentro de uma mesma família, entre irmãos com a mesma base de educação, assim como base finaceira. Todos conhecemos exemplos de pessoas que fizeram fortuna vindos de meios pobres outros com origem em meios de fortuna não passaram da mediocridade e delapidaram as fortunas de berço.
  Ser patrão ou lider, ou ser trabalhador por conta de outrem, não é um destino marcado. É uma questão de atitude perante os desafios e a responsabilidade, é a vontade de mudar, de fazer melhor, de ser diferente, de se sentir insatisfeito e buscar por seu próprio risco a satisfação pessoal e profissional, ser o responsável pelo seu sucesso ou insucesso, ser empreendedor e persistente e querer, querer muito. Com as qualidades descritas a pessoa busca os meios, inclusivamente o conhecimento e mais cedo ou mais tarde chega onde quer. Tendo o conhecimento. mas se as qualidades descritas não fizerem parte da sua perssonalidade, nunca lá vai, porque lhe falta o principal, a MOTIVAÇÂO.
  Os sindicatos existem, porque existem aquelas pessoas que querendo ter um nível de vida, o mais parecido possível á dos patrões ou outros quadros bem remunerados, mas nunca quiseram pagar o preço que isso custa ou custou a quem goza desse nível, por isso tentam conseguir-lo por decreto, associando-se em sindicatos com ideais socialista ou comunista, num mundo de mercado capitalista (barbara contradição), pressionando toda a Sociedade como crianças a fazer queixinhas, do tipo "aquele menino bateu-me".
 Em vez de se juntarem em sindicatos de classe e andar para aí a queixarem-se, como são muitos, porque não se associam para formar empresas na área em que são profissionais e como sócios aplicam a suas reenvindicações e exigências a si próprios?   Ou para não ir tão longe, porque não trabalhamos todos por conta própria?? Não isso não!! Aí os incompetentes morriam á fome e depois tinhamos de aturar os dos direitos humanos. E a formação?? Pois é, tinhamos de ser nós a pagar se quisecemos estar atualizados!! Não! Também por isso, não! Sempre é melhor ser a empresa a pagar a formação se quiser!! Ela é que vai beneficiar disso, nós não! O emprego até está garantido por um contrato e com o tempo que já temos de casa, já levamos uma boa indemenização se nos madarem embora e ficará mais caro ao patrão. Pois é, pois é!!
Os patrões têm a culpa? Têm sim senhor!! Mas não por serem lobos maus que querem comer a papinha dos meninos! Mas porque são sobre tudo comerciantes. Os comerciantes fazem por comprar o mais barato possível, para vender o mais caro possível. O que determina quão barato compra e quão barato vende é a quantidade que vende no espaço tempo (a procura) do produto ou serviço que comercializa ou produz. Ora o preço da mão de obra do trabalhador também entra nas contas da "compra" (...compra o mais barato possível, lembram-se?). E como por lei ele é obrigado a comprar a mão de obra sempre pelo mesmo preço, já que este não varia (nem pode) como o dos produtos, em funçao da regra base do mercado capitalista, (oferta/procura) além de ter de contribuir para a Segurança Social com uns 27,5% em cima do preço da mão de obra e de três meses não trabalhados. Pois é, tem de pagar o preço da mão de obra catorze meses no ano, que só utiliza durante onze, (agora com a lei da paternidade...) não contando com feriádos e pontes. O seguro de acidentes de trabalho está incluido no preço de compra. Agora se incluirmos formação, roupa de trabalho, equipamento de segurança e subsidio de alimentação.
Tudo isto tem de ficar acordado com os vendedores de mão de obra antes de se fazer o negócio. Ora o mausão da fita tem de calcular o que vai vender no ano todo, em função de uma incerteza, (oferta/procura) por conseguinte vai negociar pelo pior cenário e propõe um preço baixo logo á partida. O que vai pesar na balança vai ser a necessidade que o vendedor da mão de obra terá ou não, de vender os seus serviços aquele comprador. No fim do ano duas coisas vão passar-se de certeza.
- O ano foi bom e o da mão de obra perdeu dinheiro, ou o ano foi mau e o comprador perdeu algum, mas já o tinha ganho no ano em que foi bom. Ou seja, o comerciante (patrão) entre um ano bom e um menos bom, pode ir acumulando riqueza, oempregado não tem hipoteses de acumular riqueza. É essa a culpa dos patrões. Acautelarem-se, para que se as coisas não se passarem como eles querem e fazerem o possível e o impossível para que se passe e todos os dias revêm as contas. O empregado não tem essa preocupação e está garantido aquele valorzinho por mês.
(Há-de continuar!) se não fôr o texto serão as  queixas! LOL :) ;)